Muricy sofre para indicar substituto de Kaká e brinca: “Tem Neymar, Messi…”

Treinador considera difícil encontrar um jogador com as mesmas características. Michel Bastos, porém, sonha em ficar com a posição na próxima temporada

É de responsabilidade de Muricy Ramalho indicar para a diretoria do São Paulo quem será o substituto de Kaká em 2015. O clube procura um nome de peso para ocupar o lugar do meio-campista que se apresentará em janeiro ao Orlando City, dos Estados Unidos. Jogar bem não basta. O Tricolor quer um novo ídolo, um atleta renomado, com apelo publicitário, de boa conduta fora de campo e que seja um líder no elenco.

– Esse cara deve ser caro. Ele tem tudo isso? Faz gol também? Se fizer gol, pelo amor de Deus…onde está esse cara? Tem uns aí, Neymar, Messi (risos)… – brincou Muricy.

Em seguida, falando sério, o treinador reconheceu que não será fácil encontrar uma peça como o pentacampeão. A diretoria do São Paulo promete tentar um novo empréstimo de Kaká, mas sabe que as chances são mínimas. O jogador será usado como a nova estrela da Major League Soccer em substituição a David Beckham.

– Além da capacidade técnica, tem uma coisas difíceis de encontrar, como caráter, berço, família. O Kaká tem tudo isso. Ele chega cedo porque é responsável, sabe que precisa cuidar da parte muscular dele. Você pode até achar um bom jogador, mas desse nível é difícil – admitiu o técnico.

Caso treinador e diretoria não encontrem no mercado uma alternativa, o substituto pode ser Michel Bastos. Lateral-esquerdo de origem, o jogador foi contratado neste segundo semestre e atuou frequentemente no meio de campo, seja em substituição a Ganso ou ao próprio Kaká. Para ele, não haverá problema em permanecer na função.

– Muita gente pergunta se eu ia esperar até o ano que vem para ser titular. Não, quero sempre jogar. Eu me ponho à disposição, vim para o São Paulo para jogar. O São Paulo tem dentro do clube esse jogador, mas quem sou eu? Se o clube se acha na necessidade de contratar, respeito. Mas faço a mensagem que vai ser um jogador que vai vir para brigar com outro que está com muita vontade de mostrar que pode jogar – disse Michel.

Mais reforços
Muricy acredita que o São Paulo esteja um pouco atrasado na briga com outras equipes para contratar. Segundo o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro, o Tricolor apostará em duas ou três peças para compor o elenco. O clube procura um zagueiro e um lateral-direito, mas cogita buscar mais um volante. Jogadores pouco usados em 2014 sairão. O único nome certo é Luis Ricardo.

– Estamos atentos ao mercado. Já trouxemos jogadores pontuais e bons em 2014. Errar você erra, não tem como, mas erramos pouco. Para o ano que vem, vamos trazer para poucas posições porque temos uma base. Mas temos de sair antes. Estamos um pouco atrasados nisso. Sabemos como é, parece que todo mundo está quieto, mas não está – afirmou Muricy.

Fonte: globo.com

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Muricy reclama de maratona e sobra até para técnicos: “Ninguém fala nada”

Treinador afirma que companheiros de profissão não cobram melhoras no calendário do futebol e diz estar ‘de saco cheio’ de precisar tocar sempre neste assunto

A sequência de três partidas do São Paulo em apenas sete dias continua irritando o técnico Muricy Ramalho. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, no CT da Barra Funda, o treinador voltou a reclamar do calendário e se mostrou insatisfeito até com o comportamento dos outros técnicos. Segundo ele, por não cobrarem mudanças da CBF.

– Está ficando chato vir aqui falar. Na minha classe ninguém fala nada. Parece que estão todos satisfeitos. Fica repetitivo só eu falando. Não vou falar mais disso. Estou de saco cheio – esbravejou.

Com as eleições neste domingo, a CBF marcou toda a rodada do Brasileiro para o sábado. Como Palmeiras e Corinthians fazem o clássico na capital paulista, por questões de segurança a entidade teve de colocar o duelo entre São Paulo e Goiás para segunda-feira. A medida desagradou diretoria e comissão técnica do Tricolor.

– São coisas que só acontecem no nosso futebol. Não sabiam que tinha clássico (entre Palmeiras e Corinthians, no sábado)? Depois, temos a Sul-Americana também – lamentou Muricy.

O treinador refere-se ao duelo da quinta-feira, contra o Emelec, no Morumbi, pelas quartas de final do torneio internacional. Em seguida, o São Paulo viaja até Santa Catarina para enfrentar o Criciúma, domingo, novamente pelo Brasileirão.

Por conta da sequência, Muricy Ramalho vem estudando com a comissão técnica a possibilidade de liberar os jogadores da concentração neste fim de semana. Eles treinariam no domingo e se reapresentariam no CT da Barra Funda na segunda-feira na hora do almoço. A decisão deve ocorrer no sábado.

Fonte: globo.com

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Parabéns Léo/Coluna do Pastor: Base

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Amigos do Blog,

Cumprimentemos pois, esta figura que hoje faz aniversário. Um cara do bem, que tem as pérolas mais engraçadas da face da Terra e Tricolor de Coração.

Léo, que nesse dia o Mourinho te possua, que o Hockerio não ajoelhe, que o Jefferson negro maravilhoso te ligue e que o Banguelo te convide para jantar.

Tudo de bom, amigo.

Grande abraço!

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Auro: O lateral que havia sido convocado pra seleção, acabou desconvocado, pois o técnico Alexandre Gallo preferiu levar apenas um nome aqui do Brasil, e não levar jogadores que tem atuado com mais frequência em seus clubes devido as finais de campeonato que vem pela frente

 

Sub 15: O melhor time da base tricolor não tomou conhecimento da ponte em casa, mandou no jogo e fez 3 a 0, um gol de cada destaque da partida: William, João Kiefer e Augusto. O time soube pressionar a ponte e aproveitar os erros do adversário. No primeiro gol após falha na linha de impedimento, Kiefer apareceu livre pra estufar as redes. Precisando do resultado o time preto e branco partiu pra cima, más o volante Camilo, da macaca, perdeu a bola pro volante tricolor Walce, que tocou pra augusto que na garra e na vontade fez o segundo gol tricolor. Em mais um erro do time ponte pretano, dessa vez do zagueiro Paulo Henrique, O meia Fábio Augusto roubou a bola, driblou o goleiro e chutou pro gol, a zaga adversário tirou a bola em cima da linha , mas levou azar pois a bola bateu na trave e voltou pra William que estava sozinho e fez o terceiro. O time garantiu a passagem pras quartas de final, onde irá encarar o time do Ituano, que passou na fase anterior pela Ferroviária. Quem passar desse confronto enfrenta Palmeiras ou Red Bull Brasil na semifinal. O jogo acontece às 9h no estadio Dr Novelli Júnior.

 

Sub 17: Em um jogo mais uma vez marcado pela raça da equipe da Ponte Preta, o tricolor conseguiu mais uma vitória, dessa vez por 2 a 1 e garantiu a passagem pras quartas de final onde enfrentará o São Caetano, adversário que bateu o Ituano. Trocando passes e com a vantagem do primeiro jogo, o São Paulo esperava mais a ponte no seu campo, e num contra ataque logo no começo do jogo, Felype Hebert ganhou a dividida e deu um lindo passe para Murilo, que entrou de forma diagonal enganando o zagueiro adversário, e com muita calma dominou, olhou pro goleiro, e escolheu o canto pra marcar o primeiro gol do tricolor. O São Paulo recuou e com a ponte indo pra cima conseguiu o gol através de seu melhor Jogador, o centro avante Bahia, que com muita técnica girou pra cima da zaga e empatou o jogo. Sabendo que precisava de apenas mais um gol pra se classificar a ponte foi pra cima, mas em um lindo lançamento do zagueiro artilheiro(e bom passador,rs) Rony, David Neres apareceu sozinho por trás da zaga, dominou com muita técnica e fez o gol que deu a vitória ao São Paulo. O primeiro jogo contra o São Caetano acontecerá neste Sábado no campo Àguias de Nova Gerte, já que o Anacleto Campanella já estará em uso e o time não poderá jogar lá. O campo é cheio de buracos e totalmente mal cuidado, o que deve ajudar o time da casa. Na semifinal o time enfrenta Palmeiras ou Corinthians.

 

Sub 20: Em um jogo ruim de toda a equipe tricolor, e ainda descansando dois jogadores, Kal e Queiroz pro jogo contra o Flamengo pela sub 20, o tricolor entrou disposto a tentar sair de lá com o empate, mas o Osasco que já não é mais o mesmo e não conta com seus três melhores jogadores, conseguiu apertar e fazer sua melhor partida no campeonato. Léo Bahia, lateral do Osasco se livrou da marcação, deu uma caneta em Vitor Tormena( Disparado pior do jogo, levou outras 2 canetas ainda e dribles desconsertantes) e tocou na saída de Lucas Perri pra fazer o primeiro deles. Apenas dois minutos depois em mais uma falha de Vitor Tormena o Osasco chegou na área em boa jogada de Samuel, que driblou dois adversários e deixou o camisa 10 Santchotene na boa pra marcar o segundo. Mantendo a pressão o time continuou a incomodar enquanto o São Paulo evitava divididas e apenas tocava a bola. Em uma jogada de sorte, um lançamento despretensioso de Foguete, que parecia não dar em nada, virou assistência pro gol de João Paulo, graças a falha dos zagueiros do Osasco. O atacante recebeu cruzado na sua perna boa, a canhota e soltou a bomba pra fazer um importante gol. Com um placar simples de 1 a 0 o São Paulo garante a classificação. O time jogará as 10 horas da manhã de Sábado, pois o jogo será transmitido pela Rede Tv

 

Copa Do Brasil Sub 20: Jogando pelo empate, o tricolor fez um jogo truncado e difícil contra o flamengo, o São Paulo conseguiu a classificação pras quartas de finais da competição ao empatar com o rubro negro carioca por 2 a 2. O time saiu perdendo de 2 a 0, mas graças a Mirray, que entrou no 2° tempo de jogo e em 10 minutos deu a assistência pro primeiro gol e fez o segundo, o time pode comemorar a classificação. O São Paulo enfrenta agora o Bahia que eliminou o bom time do Cruzeiro, o primeiro jogo acontecerá na casa deles na próxima quarta feira.

 

Dúvidas criticas e sugestões no e-mail: romulojor@gmail.com

 

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De volta, Michel Bastos não quer mais saber de suspensões

Michel Bastos

Versátil, Michel Bastos chegou ao Tricolor e deu mais opções táticas ao técnico Muricy Ramalho. Assim, logo ganhou várias oportunidades e pôde mostrar o seu eficiente futebol. No entanto, as seguidas suspensões prejudicaram o camisa 7, que desfalcou o time são-paulino em algumas ocasiões, como no empate com a Chapecoense (0 x 0) na última rodada.

Por isso, novamente à disposição do treinador, o armador não quer saber de novas suspensões. Foi passado para mim, porque eu estava tomando muitos cartões. Eu dei minha explicação, de que entro com vontade em campo e que não tiro o pé. Nunca fui jogador agressivo. Ao contrário. Quem me conhece sabe que meu histórico é de poucos cartões”, afirmou Michel, que acrescentou.

“Tenho duas expulsões na carreira, as duas no São Paulo, logo que cheguei. O clube está ciente disso, então me pediram: “por favor, sem cartão”. Vejo uma diferença grande entre a arbitragem da América do Sul e a da Europa. Sinceramente, vou ter que começar a me adaptar. Já estou começando a me adaptar ao fato de não poder ter comunicação. Já vi que é impossível se comunicar com o árbitro”, opinou.

Titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, com Dunga, na África do Sul, Michel atuou pela Roma-ITA nos últimos seis meses antes de acertar a sua chegada ao São Paulo. No Velho Continente, o atleta também passou pelo Lille-FRA, Lyon-FRA e Schalke 04-ALE. Ao retornar Brasil e assinar com o Tricolor, o camisa 7 acumulou cartões amarelos e duas expulsões.

“Sinceramente, alguns amarelos e vermelhos são até um pouco severos. Não sou totalmente de acordo com a arbitragem. O fato de a gente estar recebendo muitos cartões é porque o time está com vontade, agressivo, tentando fazer uma boa marcação. Muitas vezes, você acaba se excedendo um pouquinho. É normal de uma equipe que quer vencer, que luta”, afirmou.

Por isso, para poder ficar mais tempo no campo e ajudando os seus companheiros, o jogador aposta na conversa. “O negócio é sentar e conversar para ver o que pode ser feito. É complicado. Sei que acabei prejudicando minha equipe duas vezes, porque é muito difícil jogar com um a menos, o desgaste é muito grande. A gente tem que achar uma forma de não tomar muitos cartões”, finalizou.

Fonte: Site Oficial

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Relação segue tensa entre São Paulo e fornecedora de material esportivo

Penalty

O clima cordial entre os dirigentes do São Paulo e da Penalty na entrevista coletiva de terça-feira à tarde, no Morumbi, está longe de retratar a realidade. Apesar da promessa de que o contrato será cumprido, a relação entre clube e fornecedora de material esportivo continua turbulenta e pode chegar ao fim bem antes de dezembro de 2015, como prevê o acordo.

A cúpula são-paulina considera que a empresa está aquém das necessidades do clube e chegou a falar publicamente sobre essa insatisfação. Dirigentes reclamam da qualidade do material usado na confecção de uniformes e acreditam que a marca tenha grande rejeição entre os torcedores. Os rivais Corinthians e Palmeiras, por exemplo, possuem acordos com as gigantes Nike e Adidas, respectivamente.

O rompimento esbarra na multa prevista no contrato assinado durante a gestão Juvenal Juvêncio. O valor, não revelado, é proporcional ao tempo do vínculo. Ou seja, bem inferior aos R$ 30 milhões divulgados anteriormente. Em dificuldades financeiras, o Tricolor se recusa a pagar, mas procura alternativas. A principal delas seria que a fornecedora interessada em ocupar o espaço publicitário desembolsasse o montante. Mas, até mesmo assim, a Penalty pode fazer valer o contrato. A empresa tem a opção de igualar ou cobrir a oferta que o São Paulo recebesse. Isso, porém, é pouco provável que aconteça.

A fornecedora passa por dificuldades financeiras que a levaram a atrasar o pagamento de algumas parcelas, problema que deu início ao atrito com o Tricolor. No entanto, o débito foi quitado nos últimos meses.

– Hoje, posso garantir que a Penalty não deve nada. Acertaram dinheiro e todo o material – afirmou uma fonte ligada ao clube do Morumbi.

Membros da diretoria do São Paulo acreditam que haverá a troca de fornecedora durante a temporada 2015. Alguns apostam até que a Penalty ficará apenas até o Campeonato Paulista. Um indício disso seria o lançamento da coleção do próximo ano já para o próximo mês de novembro, logo após ser apresentada a camisa que será usada pelo goleiro e capitão Rogério Ceni até o dia de sua aposentadoria.

O São Paulo não esconde que conversou com várias empresas interessadas em assumir a vaga, mas garante que até agora não houve acerto. O clube chegou a encaminhar um acordo com a alemã Puma, mas a americana Under Armour subiu a oferta e fez os dirigentes balançarem. Adidas, Nike e Umbro também participaram da disputa.

Fonte: Globo.com

 

 

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Coluna do Paulo Martins: Brasileirão de 77 – Atlético/MG x São Paulo

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Hoje, um dos maiores jogos da História do tricolor paulista em todos os tempos: a decisão da Copa Brasil de 77, no dia 05 de março de 1978, entre Atlético Mineiro x São Paulo.

Como de costume, algumas linhas em tributo ao devido contexto histórico da partida. Para os que vieram depois de 78 ou eram muitos jovens, faz-se justiça constatar a superioridade técnica daquele Atlético Mineiro perante aquele São Paulo, que naquele certame ostentava na tabela 10 pontos a mais que o tricolor, com uma campanha de 20 jogos, 17 vitórias, 3 empates e nenhuma derrota, com o scout de 55 gols marcados e apenas 16 sofridos. O São Paulo, por sua vez, detinha números ligeiramente mais modestos, mas igualmente bons, que o credenciaram a entrar para a História: 20 jogos, 13 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, tendo marcado 40 gols e sofrido apenas 15.

Foram a campo os seguintes escretes:

Atlético/MG -> João Leite, Alves, Márcio, Vantuir e Valdenir, Toninho Cerezo, Angelo e Serginho, Caio(Joãozinho Paulista), Marcelo(Paulo Isidoro) e Ziza. Técnico Barbatana.

São Paulo -> Waldir Peres, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor, Chicão, Teodoro(Peres) e Darío Pereyra, Zé Sérgio, Mirandinha e Viana (Neca). Técnico Rubens Minelli.

Era um jogo de desiguais, embora os números pudessem dar a impressão de algum equilíbrio. O Atlético era favorito, assim como eram Ponte Preta e Internacional quando cruzaram o caminho do tricolor e sucumbiram diante daquele São Paulo.

Se o Atlético não tinha Reinaldo, o São Paulo não tinha Serginho. Mas ainda assim o alvinegro de Minas era favorito, favoritíssimo, pelo belo futebol que vinha jogando, invicto até então. Mas cruzou com o time errado, com o clube predestinado a estar no topo, não importassem as condições. Aliás, falemos delas. Aquele estádio nas vésperas da partida foi talhado para ser a barca do inferno, de onde os atleticanos, aos milhares, ensandecidos, fariam sua parte para induzir aquele tricolor à derrota. Porque ao Atlético não bastava a bola superior. Era preciso haver garantias. E eles estavam certos, porque lidariam com um colosso.

A partida começou e o São Paulo, na ponta dos cascos e com a ajuda deles, se impunha fisicamente. CHICÃO – monumental! – abria uma clareira no meio-campo, setor decisivo para o técnico Barbatana, que apostou suas fichas por ali, já que não contava com Reinaldo. Era, realmente, uma boa opção. Mas não estava dando certo, porque o tricolor jogava uma senhora partida, aniquilando qualquer tentativa ofensiva adversária e jogando como queria. Tanto é verdade que naquela primeira etapa, João Leite era o melhor homem em campo (acabaria sendo o melhor do jogo!), tendo muito trabalho para defenestrar as tentativas do São Paulo, destacadamente aos 16 minutos, em falta bem cobrada por BEZERRA, aos 17 minutos num chute de TEODORO que queimou em suas mãos.

E teve seu apogeu aos 21 minutos, quando fez a defesa mais bonita da partida, com ares de milagre. O lance merece ser relatado em detalhes. O São Paulo vinha forte por todos lados e de tudo quanto era jeito. CHICÃO lançou ZÉ SÉRGIO, um monstro, que fazia o que queria sobre o pobre Vantuir, o “João” da vez. O intrépido jogador tricolor ganhou a dividida e cruzou para Viana, que cabeceou para excepcional defesa de João Leite, de novo.

O São Paulo era perigosíssimo, mas era difícil impedir que aquele Atlético Mineiro jogasse. E o São Paulo o fez na maior parte do tempo, pois o mineiros só assustaram para valer no fim do primeiro tempo, aos 44, depois de cobrança de falta pelo lado esquerdo, que Alves fez raspar a trave de WALDIR PERES, batido no lance. O fim do primeiro tempo se deu e, assustados, os atleticanos mereciam ir ao intervalo derrotados.

O mesmo diapasão toava o segundo tempo. O São Paulo ofensivo, veloz, forte na marcação, ao menos naquele início. GETÚLIO cobrou falta logo aos 3 minutos. A zaga atleticana afastou mal e a bola procurou e achou CHICÃO, que chutou de primeira. A bola ia entrando quando bateu em Márcio, zagueiro do Atlético, em cima da linha. Os alvinegros se entreolhavam e abaixavam a cabeça, resignados, sem entender o que se passava com aquele time, o azarão na opinião de muitos.

Era uma pressão terrível, a que os atleticanos sofriam em casa. Não conseguiam jogar e a torcida, que tentava empurrá-los para cima do São Paulo, acabava por oprimi-los. Impetuoso, VIANA não queria saber disso, tampouco tinha piedade. Queria matar! Ele e MIRANDINHA contribuíam para o terror alvinegro. Aos 15, depois de tabela rápida entre os dois, VIANA mandou um petardo para outro milagre e João Leite. A bola ainda explodiu na trave.

Sentindo o garrote apertar e os primeiros sinais do sufocamento iminente, o Atlético esperneava, preisava desesperadamente atacar. E aos 20 minutos teve aquela que seria a grande chance do time mineiro em todo o jogo. Joãozinho Paulista fez belo passe para Paulo Isidoro, que entrava pela diagonal. O atacante atleticano não titubeou e de primeira bateu forte. WALDIR PERES, fundamental, impediu o gol do Atlético! Aos 34, Toninho Cerezo ainda exigiu boa defesa do arqueiro tricolor e foi a dança do cisne, o último lance de perigo do time atleticano.

Porque o São Paulo, altivo, soberano, requisitava o jogo para si. ZÉ SÉRGIO e TECÃO exigiram duas grandes defesas de João Leite, aos 43 e 44 minutos do segundo tempo. O goleiro atleticano, melhor homem em campo, garantiu o zero a zero. Fim de jogo. Como o regulamento previa dois tempos extras. Ambos muito disputados, truncados pelas duas equipes, que tacitamente pareciam querer a disputa de pênaltis. O que não impediu que WALDIR PERES fizesse duas boas intervenções, uma seguida da outra, no mesmo lance: no cruzamento de Ziza e imediatamente na finalização de Paulo Isidoro…

Vieram os pênaltis!

GETÚLIO cobrou o primeiro e perdeu. João Leite voou no seu canto esquerdo e defendeu. A porção alvinegra do Mineirão, atônita até então, explodiu. Resta dizer que ser efêmero é um dos ofícios do futebol. Porque a alegria dos alvinegros durou pouco, mais precisamente até Toninho Cerezo chutar por cima do travessão de WALDIR PERES. A explosão agora era tricolor. Mas a efemeridade mudou de lado e CHICÃO chutou tão fraco o segundo pênalti tricolor que João Leite encaixou, agora no seu canto direito. Comoção atleticana no Mineirão… Àquela altura, João Leite deveria estar pensando que seria “o cara” do jogo. Aquilo deve ter ecoado em seu crânio quando viu Ziza chutar bem e vender VALDIR PERES, fazendo 1×0 para os atleticanos. Coube a PERES, que havia entrado no lugar de Teodoro, empatar. 1×1. Alvez fuzilou no meio do gol e desempatou: 2×1. ANTENOR meteu um foguete nas redes de João Leite e empatou, de novo… 2×2.

Naquela altura, havia torcedor do Atlético que nem queria mais ver o jogo. De joelhos, com a cabeça enfiada nas arquibancadas, davam as costas para o campo. Parecia que sabiam o que ocorreria quando Joãozinho Paulista foi para a bola e, tal qual Cerezo, isolou. BEZERRA cobrou o seu e colocou o São Paulo à frente pela primeira vez, 2×3. E já não era mais uma simples disputa de pênaltis: era uma guerra, física e psicológica. Cabia a Marcio, aquele que salvou o gol de CHICÃO, manter o Atlético na disputa. E, do mesmo modo que Cerezo e Joãozinho Paulista, jogou fora não só a bola, mas o sonho do torcedor atleticano que lotou o Mineirão.

A bola nem havia saído direito e WALDIR PERES já corria ensandecido em direção aos seus companheiros! Coube a CHICÃO, um MONSTRO, erguer pela primeira vez um troféu de Campeão Brasileiro. Diziam que o São Paulo era zebra. Só se houvesse zebra com listras vermelhas, pretas e brancas.

SÃO PAULO, CAMPEÃO BRASILEIRO DE 1977!

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Brasileiro/2014 – Chapecoense 0x0 SÃO PAULO – Pós-Jogo

analise

EXPECTATIVA…

A rodada começou bastante interessante para o São Paulo. Contudo, é preciso aproveitar a oportunidade, ainda que se trate de um jogo complicado contra um adversário perigoso que nos venceu no Morumbi. A questão é: ainda é possível pressionar o líder Cruzeiro e, quem sabe, criar alguma instabilidade nos mineiros para ultrapassá-los nessa reta final? Somos o clube da fé, portanto acreditemos!

…REALIDADE!

Primeiro Tempo

O início foi muito truncado. Perigo, mesmo, só aos 7 minutos, com forte finalização de Fabiano pela direita, que Rogério Ceni encaixou. E desde então ficou claro que o caminho escolhido pela Chapecoense era pelos flancos, destacadamente pela direita, por onde assustava o tricolor. Aos 8, Ganso deixaria Ewandro na cara do gol não fosse boa intervenção de Douglas Grolli. Mas a Chapecoense jogava melhor, não dava espaços para Kaká e Ganso, que sofriam para jogar. Era início de jogo, mas já dava para perceber que o time de verde tinha mais perna. Lamentável o pífio preparo físico do São Paulo. PÍFIO!

O São Paulo só se imporia pela cadência. O problema era conseguir espaços para cadenciar ante a forte marcação e a verticalidade do time de Chapecó, que sempre chegava antes nas divididas e passava como queria pelos defensores do São Paulo. Incomodava o fato de a bola ricochetear nos pés dos jogadores do São Paulo, que em virtude disso, pouco criava. E Kaká não acertava uma, também… Ganso idem!

Aos 31, Leandro recebeu cruzamento na área e não fosse pressão de Edson Silva, fatalmente mandaria para as redes. Incrível como o São Paulo não conseguia igualar a intensidade da Chapecoense no jogo, sejam os defensores, volantes ou atacantes, em todas as situações eles chegavam antes dos tricolores nas jogadas. Ganso vinha sendo morto por Abuda, seu algoz no meio e parecia perdido. E Alvaro Pereira era uma avenida!

E, merecendo abrir o placar, aos 42 Thiago Luís saiu na cara de Rogério Ceni, tirou do goleiro tricolor, mas acabou batendo para fora. Que sofrimento! Fabiano, aos 46, tentou encobrir Rogério Ceni mas bateu forte demais e isolou. Que vareio! E foi o fim do primeiro tempo… UFA!!!

Segundo Tempo

Para o segundo tempo, ação de Muricy: sai Ewandro para a entrada de Osvaldo, provavelmente incumbido de marcar o lateral adversário. Rezemos para que dê certo. E a reza pode ter dado certo, porque aos 5 minutos Kaká fez bela enfiada para Osvaldo, que tocou por cima do goleiro Danilo. Denílson pegou a sobra, mas ao tentar encobrir todo mundo, mandou por cima do travessão. E em sete minutos o tricolor fez mais que no primeiro tempo inteiro, porque Ganso viu Alvaro Pereira livre na esquerda e inverteu o jogo. O uruguaio pegou de primeira, mas mandou por cima do gol de Danilo, que já começava a se coçar. A verdade é que Osvaldo pôs fogo na partida!

Mais insinuante no ataque, o São Paulo passou a assustar a Chapecoense. Aos 11, Denílson tabelou com Kardec e de dentro da grande área, tentou a finalização, que só não foi mais perigosa porque desviou na zaga. Só que a Chapecoense não estava morta e queria aproveitar os contra-ataques. Aos 21, deu calor na zaga tricolor e, não fosse uma série de interceptações precisas de Edson Silva, a coisa ficaria feia.

Aos 23, Kaká,  no sacrifício, pediu para sair. Boschilia foi para o jogo, quando Osvaldo quase marcava, em chute de fora da área. Apesar do ter iniciado melhor a segunda etapa, era errado dizer que o São Paulo mandava no jogo. No máximo, igualava-se ao adversário. Quem diria! Seria na fé. Aos 29, Denílson cruzou e Souza marcaria o gol, não fosse interferência da zaga, que desviou. Mas aí, aos 30, o apitador resolveu ajudar a Chapecoense. Paulo Miranda fez falta sobre Fabinho Alves. Achei exagero, visto que Denílson vinha na cobertura e o jogador ainda estava fora da área, não sendo portanto situação clara de gol.

Hudson foi para o jogo no lugar de Boschilia, que havia acabado de entrar. É… E o pior é que cansa ficar dizendo que o empate, nessas condições, seria um bom resultado. Até porque não era. Era ridículo, frustrante, isso sim. Até porque, ao que parecia, haveria de ter uma torcida feroz para que a Chapecoense continuasse a errar o gol sistematicamente, como vinha fazendo até então. E Souza também merecia ser expulso aos 39, por entrada criminosa em Fabinho Alvez Aos 43, quase que o milagre acontece. Osvaldo acreditou no lance, se antecipou ao goleiro Danilo e, da lateral do campo, quase sem âgulo, tocou para o gol, acertando a rede pelo lado de fora. E o camisa 17 era um bravo. Aos 44 arrancou pela esquerda e cruzou. Alan Kardec perdeu um daqueles gols imperdíveis e cabeceou para fora. Seria a redenção. Não faltava raça, faltava perna. Inadmissível!

E foi o fim. De novo, empacamos. Se o Cruzeiro sofrer cinco derrotas seguidas, o tricolor perderá seis vezes. Joguei a toalha. O escriba não tem dado sorte. Sempre que a análise é minha, o time “não vai”. Credo!

Por: Paulo Martins

 

NOTAS   

ROGÉRIO CENI:   Boas intervenções. 6
PAULO MIRANDA: Primeiro tempo ruim. No segundo, ia melhorando. Mas foi expulso e, mesmo sem ter merecido, prejudicou o time, que já vinha enfrentando dificuldades quando estava com 11 em campo. 2
EDSON SILVA: Falem o que quiser, mas não há dúvidas: hoje, ele é o nosso zagueiro mais confiável. Foi o melhor da defesa. 7
TOLÓI: Raçudo, brigou o quanto pode. No final, exausto, foi mais vontade do que qualquer outra coisa. 6
ALVARO PEREIRA: É brigador, mas vem caindo… A jogada, quando é pelo seu lado, não flui. Defensivamente, foi uma avenida no primeiro tempo. 4
DENÍLSON: Bem ou mal, as únicas jogadas do primeiro tempo foram os seus chutes de longe. No segundo, melhorou a parte defensiva, como todo o time. 5
SOUZA: Tem corrido pouco. Ainda assim, quase foi à rede. A seleção fez mal a ele? 3,5
GANSO: Alguns poucos passes. Foi muito marcado e por vezes se irritou com isso. É fato que as melhores chances saem de seus pés, mas precisa ser mais efetivo e aparecer mais. 4
KAKÁ: Pareceu jogar no sacrifício. Errou quase tudo o que tentou, a exceção de um passe perfeito para Osvaldo, na melhor chance do São Paulo no jogo. Saiu morto. 4,5
BOSCHILIA: Entrou no lugar de Kaká para dar mais movimentação ao time. Foi sacrificado para a entrada de Hudson, que recompôs o setor defensivo depois da expulsão de Paulo Miranda. SEM NOTA.
HUDSON: Sua missão era fechar o setor de Paulo Miranda, expulso. Até que foi efetivo. 4
ALAN KARDEC: Jogou? Dureza… 3
EWANDRO: Um bom lance no primeiro tempo e só. Ok, é jovem… Mas porque os jovens do Santos não aparentam sentir o jogo como os do São Paulo? 3
OSVALDO: Colocou fogo no jogo e, se o time vencesse hoje, a vitória deveria ser creditada a ele. Que seja assim daqui para frente. 7
MURICY: O time está ao léu. Não tem esquema de jogo, estratégia, jogada ensaiada, nada… Seria uma bênção se Muricy resolvesse se aposentar no fim do ano. Se gostar do São Paulo, assim o fará, certamente. 2

 

Por: Paulo Martins

 

BOLA CHEIA

 

  • Osvaldo.

 

BOLA MURCHA

  • O pífio preparo físico do time;
  • O baixo aproveitamento no ataque;
  • A falta de intensidade (provavelmente causada pela falta de preparo físico);
  • A falta de padrão de jogo, de estratégia, jogadas ensaiadas etc. O time não treina e só esse tipo de afirmação é capaz de justificar o futebol horroroso e inconstante do São Paulo;

 Por: Paulo Martins

 

Por: Paulo Martins

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Preleção Brasileiro 2014: Chapecoense x São Paulo

Chapecoense x São Paulo

Defendendo a vice-liderança do Brasileirão, o Tricolor viaja até a cidade de Chapecó, no oeste catarinense, onde enfrenta logo mais a Chapecoence no estádio Índio Condá. O Mais Querido vem de vitória contra o Bahia, com direito a golaços de Ceni e Ganso, o que nos possibilitou recuperar a 2ª colocação, agora com 52 pontos.

Na corrida pelo título, o Cruzeiro segue sobrando na tabela: 59 pontos, 7 a mais do que o Tricolor. Parece que quanto mais secamos, mas nos frustramos. Porém, se existe um culpado pela distância que nos separa do líder, este é o próprio Tricolor, que deixou escapar 7 pontos apenas para os rebaixáveis atuais, sem contar o Goiás e a própria Chapecoense. São Paulo e Internacional vem se alternando na vice-liderança; Atlético MG, Corinthians e Grêmio são adversários diretos pelo G-4: no momento, temos 3 pontos a mais do que nosso arquirrival, 5º colocado.

O grande problema para a partida de hoje é o ataque: Pato segue de fora novamente; Michel Bastos, que poderia ser uma solução ali na frente está suspenso. Sobraria Luís Fabiano… pois bem, o camisa 9 sofreu lesão ontem e desfalca o time. Some-se a isso a má fase de Kardec (9 jogos sem marcar). Sobram Osvaldo ou Ademison para o ataque. Ainda existe a possibilidade dele, Maicon ser titular… conhecendo a “admiração” de Muricy por ele, não duvido nada de que o imprestável xodó do Mumu seja titular. Paulo Miranda estará novamente disponível para a lateral, mandando Hudson de volta ao banco de reservas. No mais, o time será o mesmo que começou a partida contra o Bahia.

No primeiro turno, a Chapecoense surpreendeu a todos e ganhou do São Paulo em pleno Morumbi. Tal como naquela ocasião, os catarinenses seguem na luta contra o rebaixamento: 34 pontos, na 15ª colocação. Atuando em seu estádio, o aproveitamento é bom: 59,52%, ou 25 pontos (14 jogos, 7 V, 4  E e 3 D). Na última vez que atuou na Arena Condá, goleada acachapante de 5×0 contra o Inter. O meia Camilo e o atacante Leandro são perigosos tendo cada um marcado 2 gols contra o Inter.

Esta partida pode marcar mais um recorde para o Mito Rogério Ceni: em caso de vitória, Rogério passará a ser o jogador que mais venceu partidas vestindo uma única camisa de clube no MUNDO. Faltando pouco menos de 2 meses para a aposentadoria desta lenda viva do São Paulo, nada melhor do que mais uma vitória para embalar para consagrar de vez esta marca. É claro que ela virá, e logo! Quanto antes melhor! Que venha a Chapecoense! #3Cores1SóTorcida!!!

Por: Leandro Teixeira

 

CHAPECOENSE X SÃO PAULO

Data/Hora: 22/10/2014, as 22h00 (horário de Brasília)

Estádio: Arena Condá, em Chapecó/SC

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães/RJ

Auxiliares: Alessandro A Rocha de Matos/BA e Dibert Pedrosa Moisés/RJ

Chapecoense: Danilo, Fabiano, Douglas Grolli, Rafael Lima e Rodrigo Biro; Bruno Silva, Dedé, Diones e Camilo; Tiago Luis e Leandro. Técnico: Jorginho

São Paulo: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Souza, Ganso e Kaká; Osvaldo e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho

Transmissão: Band, Globo e PFC

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Coluna do José Renato: Raí voltou na 5ª, dormiu na 6 ª, treinou no sábado e passeou no domingo‏

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3 de junho de 1993, o Tricolor entrava em campo para enfrentar o Santos em partida válida pela última rodada da fase semifinal do Campeonato Paulista.

Uma semana antes tínhamos conquistado o bicampeonato da Taça Libertadores da América.

A equipe do técnico Telê Santana entrava em campo com olhos em outra partida.

Dependíamos de ao menos um empate da equipe da casa, o Novorizontino, frente os homens de preto, árbitro, e demais alvinegros, sempre juntos.

Por que?

Dias antes, em 30 de maio, tinhamos sido vencido por eles em uma das partidas mais escandalosas da história do futebol paulista e brasileiro.

Normal.

Os fatos ocorridos naquela partida chegaram a ser noticiados na edição do Jornal Nacional, quase com a mesma pompa dos casos de corrupção que assolam o nosso país.

Tivemos um gol legítimo de Palhinha anulado, e o gol dos homens de preto, e branco, foi em condições claramente irregulares.

Esta parceria, no entanto, logo seria interrompida.

Dias depois o arbitro daquele dia, José Aparecido de Oliveira seria acusado de desonesto por seus antigos parceiros, na final frente a equipe da fábrica de leite.

Foi importante e estratégica para a Parmalat, uma final de campeonato frente uma equipe tão fraca.

Raí entrou no Morumbi para fazer aquela que poderia ser sua ultima partida com a camisa do “Mais Querido”.

E foi… por um longo tempo.

Já tinha sido contratado pelo Paris Saint Germain.

Em campo, liderou o massacre frente aos santistas.

6 a 1.

Fora o baile…

Agora, Paris precisava ser reconquistada.

A ultima vez tinha sido por De Gaulle.

Desta vez seria por Raí.

E foi…

Na França, foram 5 anos e 7 títulos conquistados (e 72 gols marcados).

Foi o comandante da mais vitoriosa fase da história do clube da Cidade Luz.

Até hoje o maior nome de sua história.

Mas precisava voltar para casa.

E voltou… em grande estilo.

No momento certo.

Em 3 de maio de 1998, enfrentamos a equipe alvinegra pela primeira partida da final do campeonato paulista.

Nossa campanha era magnífica.

Tinhamos vencido 10 das 12 partidas disputadas.

Uma equipe jovem, já liderada por Ceni, onde despontavam Denílson, França e Aristizabal.

Perdemos por 2 a 1 e a vantagem do empate mudou de lado.

Foi naquele dia que a Imprensa criou o termo “Nó Tático”.

Uma alusão a disputa entre os técnicos Vanderlei Luxemburgo e Nelsinho Baptista.

A equipe de Luxemburgo passou a ser a grande favorita.

Esqueceram de Raí.

Já contratado pelo São Paulo, Raí estava liberado pelo PSG.

E já poderia estrear no dia 10 de maio.

Coube a ele sugerir: Posso jogar domingo, se precisar.

O regulamento do campeonato paulista não limitava qualquer prazo final para contratação de um novo jogador.

Aquela semana foi longa.

De um lado, os dirigentes alvinegros tentando impedir a estreia de Raí.

Por que o medo?

Talvez alguma recordação da final do campeonato paulista de 1991, quando ele marcou 3 vezes.

Do outro lado, a frieza do regulamento.

E tentaram mudá-lo.

Não conseguiram.

Raí chegou na quinta, tomou café da manhã na sexta, treinou no sábado e passeou no domingo.

Vencemos por 3 a 1, com direito a gol do “Terror do Morumbi”.

Um retorno que marcou para sempre.

E que vez o regulamento do campeonato mudar a partir daquela data.

Jamais seria possível trazer Raí para disputar uma final rs rs.

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São Paulo promete tentar comprar os direitos do lateral Alvaro Pereira

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A diretoria do São Paulo quer usar o fim de 2014 para iniciar as negociações com o Inter de Milão pela compra dos direitos econômicos do lateral-esquerdo Alvaro Pereira. O jogador é titular absoluto com o técnico Muricy Ramalho e um dos preferidos da torcida nesta temporada.

O uruguaio está emprestado ao Tricolor até junho de 2015, mas os dirigentes admitem a possibilidade de conversar com o clube italiano e desembolsar um valor para tê-lo em definitivo. O defensor estava avaliado em € 7 milhões de euros, cerca de R$ 22 milhões, montante considerado muito elevado pelos brasileiros.

– Vai depender dos acordos econômicos. Uma coisa é contratar por empréstimo e outra em definitivo. Mas é desejo do São Paulo tentar antecipar essa negociação – afirmou o presidente Carlos Miguel Aidar.

O acordo, porém, não deve ser tão simples. Além do investimento em um momento sem tanto dinheiro em caixa, o São Paulo deve ter a concorrência de outras equipes. Há até a possibilidade de o Inter de Milão pedir para que o jogador retorne à Itália para ser reintegrado. Aidar não acredita nisso.

– Ele está sob contrato e ganhou a simpatia da torcida e nossa também – ressaltou o dirigente.

Caso o jogador deixe o São Paulo no fim do ano, Muricy já tem um substituto pronto. Michel Bastos, hoje utilizado no meio de campo, voltaria à posição de origem e teria Reinaldo como reserva imediato.

Alvaro Pereira chegou ao São Paulo em janeiro e participou de 43 partidas, marcando um gol.

Fonte: globo.com

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